Neste emocionante romance com uma segunda chance, uma reviravolta do destino força dois
ex-colegas a retornarem para o adorável sobrado marrom que dividiam em Nova York, onde precisam confrontar os acontecimentos que levaram ao afastamento dos dois e os sentimentos não resolvidos que ainda há entre eles. Recuperando-se do cancelamento de sua série de sucesso na TV, June Wood não tem mais nada a perder quando um e-mail misterioso a leva de volta ao sobrado em Nova York onde morou antes de se mudar para Los Angeles. Graças a uma cláusula no testamento do antigo proprietário, ela e seu antigo colega, Adam Harper, agora são donos da propriedade multimilionária, ou pelo menos serão em um mês, assim que toda a documentação for assinada. Em quatro semanas, June poderá retornar à sua vida em Los Angeles e esquecer Nova York e tudo o que deixou para trás. É claro que o fato de June e Adam estarem afastados e nem sequer se falarem há cinco anos, e da amizade não ter terminado muito bem pode complicar as coisas, mas esta é uma oportunidade única na vida. No clima de outono, em meio a refeições compartilhadas e conversas até altas horas da noite, ressurgem antigas feridas e uma atração há muito tempo enterrada, e fica claro que June e Adam têm assuntos pendentes. Confrontados pelas consequências das escolhas de anos atrás, eles agora precisam percorrer juntos o campo minado do passado da melhor maneira
possível. Segundas chances sempre envolvem riscos, mas talvez, se eles fizerem tudo certo e finalmente forem honestos um com o outro e consigo mesmos, desta vez possa ser diferente.
Trecho:
Diga alguma coisa, digo a mim mesma. Diga qualquer coisa.
Mara está nos olhando, e nós estamos olhando para ela, sem palavras. É, literalmente, o maior tempo que alguém já passou sem falar. Sem dúvidas.
“Como assim?”, ouço minha própria voz após o que imagino terem sido quatorze minutos de silêncio. Como isso é possível? Adam e eu não moramos naquela casa nem falamos com Stanley há anos. Por que seríamos donos dela?!
“Tenho certeza de que houve um engano…”, diz Adam, alternando o olhar entre Mara e eu. Mesmo esse breve contato visual parece arrebatador.
“Não há engano, Sr. Harper. Está escrito aqui.” Ela empurra um papel na nossa direção.
Adam pega o papel em questão da mesa, e eu vejo seus olhos se moverem rapidamente de um lado para o outro. Depois de um instante, ele me passa o papel e eu sinto o cheiro do Adam, que tem o
aroma de cedro ou pinheiro, algum tipo de árvore.
A sala começa a girar enquanto eu processo o fato de que nossos dois nomes estão de fato impressos em “Proprietários do imóvel”.
Este frágil pedaço de papel está me dizendo que sou dona de uma casa com um homem para quem eu não consigo nem para olhar? Ser processada por uma pequena fortuna em aluguel parece o cenário ideal neste momento.
“Estou um pouco confuso”, Adam recosta-se e aperta a ponte do nariz. “Quem mora lá agora?”
“É uma residência desocupada. Vem sendo usada como Airbnb sob a administração de uma empresa de gestão imobiliária. Daí as pequenas reformas.” Mara vira o monitor para que fique de frente para nós, e lá estão fotos da casa: uma casa completamente nova e melhor. “Ninguém morou lá desde que vocês dois saíram.”
Do lado de fora, o sobrado parece igual à última vez que o vi, e meu coração começa a ficar pesado; o número 47 da Rua Perry guarda tantas lembranças, tanto maravilhosas quanto dolorosas. O interior, por outro lado, parece facilmente algo que seria destaque na capa da revista Architectural Digest. Há uma parede com uma galeria de diversas obras arte que acompanha a escadaria e um tapete texturizado gigante na sala de estar, que agora tem um piano com aparência vintage, uma estante que vai do chão ao teto e um sofá no qual você poderia se jogar e desaparecer. É uma parte
significativa da minha vida, e a transformação estética desperta uma mistura de emoções. Esta não é a mesma casa em que Adam e eu moramos há muitos anos atrás.
“Todos os bens dentro da casa também estão incluídos no valor total”, acrescenta Mara.
Meu cérebro está processando tudo em câmera lenta. “Valor total?”, pergunto.
“Sim”. Mara umedece o dedo novamente e puxa outra folha de papel da pilha. “Há três semanas, quando a avaliação da propriedade foi realizada, os 297 metros quadrados, incluindo os
bens, resultam em um valor total de aproximadamente seis milhões e duzentos mil
dólares”.
Adam e eu nos entreolhamos, completamente atônitos e sem palavras. O que ela está dizendo parece lógico, mas eu ainda não consigo entender nada.
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Andréa Acquaviva
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