Todo mundo quer alguém especial… Annie Higgins desistiu do amor. Ela está muito ocupada
tentando fazer seu pequeno negócio decolar. Enfurecida pelo deboche da agência de propaganda do outro lado do corredor, Annie aceita um desafio maluco: tornar um estranho aleatório famoso no Instagram em apenas trinta dias. Mesmo quando escolhem como alvo o Dr. Samuel Page, historiador PhD que detesta mídias sociais, Annie está determinada a ganhar a aposta, independentemente se Sam vai gostar ou não. Mas conhecer Sam significa conhecer mais a si mesma. E antes que os trinta dias acabem, Annie tem que tomar uma decisão sobre o que é realmente importante… Engraçado e real, um romance que derrete o coração, a história de Annie e Sam é a versão do filme My Fair Lady, de Audrey Hepburn, da era das mídias sociais. Uma leitura gostosa.
Trecho:
“Escolham qualquer um aqui”, declarei. “E eu tornarei essa pessoa famosa no Instagram em trinta
dias.”
“Você tem certeza disso?”, perguntou Miranda, enquanto Martin se levantava para trazer mais uma cadeira para a nossa mesa. “Você já está trabalhando demais.”
“Não é nada”, eu disse com inabalável determinação. “Consigo fazer isso até dormindo.”
“Se você tem certeza”, respondeu ela, tirando uma caneta do bolso e pegando um guardanapo limpo no porta-guardanapos sobre a mesa.
“Precisaremos de dados mensuráveis”, disse Miranda, anotando alguns números. Existem
aproximadamente vinte milhões de contas do Instagram no Reino Unido e o usuário médio com mais de vinte anos tem trezentos seguidores.
“Isso não parece muita coisa”, disse Charlie, abrindo o aplicativo no próprio celular. “Eu mesmo tenho mais de novecentos.”
“E você é dono de uma agência de publicidade”, ela respondeu de forma seca. “Deveria ter vergonha
de si mesmo. Pelo menos você tem uma conta verificada?”
Envergonhado, ele guardou o telefone.
“Então, para ganhar a aposta, o que você precisa fazer?”, perguntou Martin. “Conseguir um milhão de
seguidores para a pessoa?”
“Isso não é possível”, respondi. “A menos que você engravide a Beyoncé enquanto estrela um novo
filme de Star Wars, esse número é impossível. De modo geral, vinte mil seguidores já transformam você em um influenciador, o que significa que você pode começar a ganhar dinheiro com suas publicações. Com cem mil, já dá para viver disso, mas não é possível conseguir em trinta dias.”
“Parece que você está duvidando de si mesma, Meryl Streep das redes sociais”, disse Charlie, com um tom de reprovação. “Vinte mil não é nada.”
“Falou o cara com menos de mil seguidores”, argumentei. “Você só está provando que não tem a menor ideia do que está dizendo.”
“Antes de fazermos qualquer acordo”, interrompeu Miranda, estalando os dedos na frente do rosto de Charlie. “Além de apagar o sorriso de satisfação dos rostos arrogantes de vocês, o que nós
ganhamos com isso, exatamente?”
Havia um motivo dela ser encarregada de conduzir os negócios.
“O que vocês ganham? Charlie parecia totalmente perplexo. “Não sei. Se vocês perderem, vocês me pagam uma pizza?”
“Ou, se vencermos, ganhamos um mês de aluguel?”, sugeriu Miranda. “Já que você tem tanta certeza de que não vamos conseguir.”
“Um mês de aluguel e uma pizza”, acrescentei. Eu não ia recusar comida.
“Combinado”, disse Charlie, estendendo a mão para selar o acordo com um aperto de mãos. “E quando você perder, eu ganho pizza e você terá que cuidar das redes sociais da Wilder por um mês.”
“Espere um minuto. Eu sou o proprietário daqui, o que eu ganho com isso?”, Martin exclamou: “Quem
vai pagar o aluguel delas, se elas ganharem? Eu não concordei com isso.”
“Calma”, disse Charlie com confiança, sem tirar os olhos de mim em nenhum momento. “Elas não vão ganhar. E você pode ficar com uns pedaços da pizza.”
Estreitei os olhos e o encarei de volta.
“Mas eu não vou dividir a pizza com você”, ele disse para mim.
“Dez mil seguidores em trinta dias?”, eu respondi. “Moleza.”
“Cinquenta”, ele retrucou.
“Quinze.”
Charlie me encarou sem piscar pelo tempo que suas lentes de contato permitiram.
“Trinta.”
“Vinte”, eu disse.
“Vamos conseguir vinte mil.”
“Annie”, Mir disse baixinho. “Você tem certeza absoluta?”
“Claro”, eu respondi, embora embaixo da mesa minhas pernas tremiam.
“Feito”, declarou Charlie.
“Sei que você jamais faria algo tão desonesto, mas para que fique bem claro: nada de bots, nada de posts patrocinados e nada de seguidores comprados.”
“Como se eu fosse fazer isso”, concordei, com o sangue pulsando nas minhas veias. Ou eu estava
muito animada ou estava tendo um ataque, eu realmente não saberia dizer.
“Agora podemos escolher a vítima.” Martin deu um tapinha nas costas de Charlie e os dois voltaram
a atenção para além da nossa mesa. A cafeteria do Ginnel, simplesmente chamada de “Cafeteria”, estava lotada. Todos de ressaca depois do jogo da noite anterior e se empanturrando com sanduíches de salsicha e bacon. Nenhum deles parecia ser a pessoa certa com quem trabalhar.
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Andréa Acquaviva
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