Custe o que custar
Sinopse
Dois professores da segunda série (e vizinhos) rivais se juntam nesse romance de enemies-to-lovers. Emily Walker odeia que o mundo, que ela construiu com todo o cuidado, seja perturbado por qualquer pessoa, principalmente por seu famoso inimigo, Jack Bennett. Ele é o oposto dos heróis maravilhosos que ela cria em sua vida dupla como escritora de romance. É por isso que Emily ficou muito feliz quando Jack foi embora da cidade de Roma, no Kentucky, no meio do ano letivo, com sua noiva. A última coisa que Emily previa era o retorno de Jack, no início do verão, após cancelar o casamento e terminar seu relacionamento. Mas ele veio para ficar – como seu colega e vizinho. Jackson Bennett está feliz por estar de volta, ansioso para reformar sua casa e trabalhar no próximo livro de mistério, que ele está escrevendo sob seu pseudônimo campeão de vendas. Mas quando percebe que agora é vizinho da única mulher que sempre o irritou, ele descobre algo que o deixa ainda mais animado: frustrar Emily e os lindos planos de sabotar seu retorno. Com a rivalidade sempre em alta pela química entre os dois, Emily envia por engano ao diretor da escola, um e-mail que pode revelar seu lado literário secreto. Ela precisa obter seu manuscrito de volta, e Jack — mesmo que ela odeie admitir — é o homem certo para ajudá-la. Para surpresa de Emily, Jack concorda. Será que essa união improvável acabará com a rivalidade? Ou poderia levar a uma
reviravolta excitante que eles nunca imaginaram?
Trecho
Antes que eu tenha tempo para pensar duas vezes, clico na pequena seta branca e ouço meu e-mail ser enviado. Desfruto do brilho de um momento monumental e olho para Ducky. “Bem, espero que
esteja feliz. Você perdeu o evento que pode mudar minha vida.” A gata fecha os olhos com força, tentando me bloquear. “Tudo bem, vou te deixar em paz.”
Só por diversão, abro o e-mail que acabei de enviar e releio. Tudo parece ótimo. Impecável, mesmo que meu cérebro um pouco bêbado não diga isso. É, está tudo em ordem. Só que… espera. Tem algo
estranho. Continuo lendo sem parar, tentando descobrir o que é aquela sensação incômoda no fundo da minha cabeça. Como se eu estivesse vendo algo errado, mas não conseguisse registrar. Aproximo-me da tela e resmungo enquanto leio. “Olá, Bárbara, estou buscando representação para… blá blá blá… de Emily Walker… para…”, respiro ofegante. “Não.”
Não, não, não.
Isso não pode estar certo. Tem que ser uma pegadinha da bebida no meu organismo. (Embora nem eu ache que estou tão bêbada assim.)
Ah. Meu. Deus.
Parece que eu confundi os e-mails e, de alguma forma, acabei de enviar meu romance explícito, que ninguém no mundo sabe que eu escrevi, diretamente para a caixa de entrada do diretor extremamente conservador da minha escola, Bart Killick. Isso simplesmente não pode ser verdade.
Mas é verdade. Está ali na tela, me encarando como prova.
Preciso consertar isso! Preciso recuperar esse e-mail. Mas como? Não consigo nem pensar direito com meu cérebro embriagado. Existe alguma maneira de pegar algo da internet depois que já foi
lançado no tempo e no espaço? Como a internet funciona e por que eu não sei mais sobre isso?
Mal consigo respirar. E se eu for demitida por isso? Como pude passar de triunfante para minha vida pode estar acabada em apenas sessenta segundos?
O único pensamento que me vem à cabeça é: ajuda. E só há uma pessoa em quem eu realmente confio para consertar isso. Apesar das nossas brigas e erros ao longo dos anos, há uma coisa que eu sei sem sombra de dúvida sobre o Jackson: ele é a pessoa mais competente que já conheci. É por isso que ele é o meu maior rival. Se alguém consegue encontrar um jeito de recuperar meu e-mail no meu computador, é ele. Momentos dramáticos exigem medidas urgentes.
Fecho meu laptop com um safanão e me levanto do chão. A garrafa de vinho vazia bate no chão, assustando Ducky de modo imperdoável. Mas não há tempo. Calço minhas botas vermelhas de caubói e saio correndo. Enquanto corro pelo gramado, tropeço em um monte de terra e caio
de joelhos um instante de forma embaraçosa. Mas cada segundo conta. Então, me levanto e corro até a porta da frente de Jack, ignorando a dor nos joelhos.
Preciso que meu cérebro funcione agora, e ele não funciona. Preciso ser Emily Walker, a irmã mais velha que consegue lidar com qualquer problema, mas não consigo encontrá-la esta noite.
Tudo o que vejo é esta mulher triste e patética que está sofrendo.
Jack envolve meus pulsos suavemente com as mãos, me acalmando. “Estou ouvindo, Emily. Do que você precisa?”
“Eu preciso que você conserte.”
“O quê? Pode dizer que eu faço.”
Parece que ele está falando sério.
“Faça o tempo voltar”, eu digo, e não consigo mais saber se estou falando disso ou do homem que está segurando meus pulsos.
Andréa Acquaviva
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