All that life can afford – Emily Everett

Tudo o que a vida pode proporcionar

Sinopse

Uma estreia tensa e lírica sobre o amadurecimento de uma jovem americana ao lidar com uma nova classe social, mentiras e amor em meio ao estilo de vida luxuoso e sofisticado da elite de
Londres.

“Eu chegaria como uma folha de papel em branco e escreveria algo novo.”

Anna se apaixonou por Londres na biblioteca de sua cidade natal. Porém, os bailes dos livros de Jane Austen estão muito distantes de sua vida de roupas usadas e cupons de desconto para
comprar comida. Mas quando ela realmente chega a Londres para cursar a universidade, a realidade é um apartamento mofado e a mesma rotina de viver de salário em salário. Então Anna conhece a família Wilder, que a leva para Saint Tropez para dar aulas particulares à filha adolescente. Na companhia da enigmática irmã mais velha de sua aluna, Anna logo se vê mergulhada em um turbilhão inebriante de festas e excessos, um lugar onde a confiança vem de berço. Lá ela
conhece dois jovens bonitos: um que quer levá-la para o mundo de carros com motorista e o outro que percebe a luta de Anna para escapar do passado. É como se ela tivesse entrado nas páginas de um novo romance, mas qual será o preço que terá que pagar para interpretar esse papel? Com diversos trechos para reflexão, “Tudo o que a vida pode proporcionar” mostra uma classe cheia de
privilégios, explorando o significado de criar uma vida para si mesmo que ainda honre a que você deixou para trás.

 

Trecho:

 

O Sr. Wilder queria pedir o menu de degustação do chef, vários pratos para a mesa inteira, mas Pippa preferia à la carte. É claro que ela conseguiu o que desejava, e a Sra. Wilder pediu uma
rodada de ostras pochê para começar. Observei o restaurante: moderno, preto e dourado, com um piano de cauda brilhante no centro. Vi o pianista de smoking cumprimentar um casal mais velho que acabara de chegar. Ele estendeu a mão direita para apertar a mão do senhor e, em seguida, levou aos lábios os dedos enluvados da esposa. O tempo todo, sua mão esquerda continuava tocando,
percorrendo as teclas brancas, sem nem um pingo de hesitação. Algo naquele gesto ecoou em mim. Cá estamos nós dois: com a aparência perfeita, tocando a música, torcendo para que ninguém perceba o quanto estamos nos empenhando para manter tudo funcionando.

Faye chegou ao mesmo tempo que Theo e as ostras. Todos a observaram atravessar o salão de jantar, bela e elegante, usando uma calça de seda esvoaçante e uma blusa tomara que caia.

Theo me deu um beijo de olá, com gosto de champanhe. Parei um momento, olhando para ele, me perguntando por que um homem vindo do trabalho teria aquele gosto. Mas, então, ele começou a dar a volta na mesa, cumprimentando todos como velhos amigos, como se ele fosse da
família. Até Pippa.

“Faye”, eu disse, “é tão bom ver você”.

Ela se inclinou para me beijar, encostando suas bochechas nas minhas. “Isso é novo”, ela falou, segurando meu pulso. Esfregou nos dedos a malha de tricô macia. “Muito mais sofisticado”.

Eu ri, esperando que o restaurante mal iluminado escondesse meu nervosismo. “Antes, minhas roupas eram basicamente coisas que eu trouxe de casa”, eu disse. “Não faziam muito sentido aqui”.

“Não, realmente não faziam”, ela concordou.

Theo colocou um braço ao meu redor. “Ela se arruma bem, né? Não tem nenhum vestígio da classe trabalhadora agora”, brincou ele, me dando um beijo na bochecha. “Ela se mistura bem”. Fiquei tensa
sob o braço dele, magoada com o comentário. Mas todos estavam sorrindo, como se ele não tivesse dito nada ofensivo. E, sério? Eu não estava feliz em me misturar? Não foi por isso que eu comprei o vestido?


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Andréa Acquaviva

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